O Eu Nostalgico

Pego na caneta e escrevo aquilo que me vai na alma...Escrevo acontecimentos felizes ou tristes até não puder mais...Desabafo com ela todos os momentos da minha vida. Todas as raivas e tristezas. Sinto-a como se fosse minha, É sempre a forma que utilizo para desabafar...Neste momento encontro-me no meu quarto a tentar escrever algo bonito, mas… Falta-me o essencial… A atenção…Não encontro concentração… Sinto-me preocupada… Talvez triste… Assustada… Não sei… Sinto que… Perdi algo… Parece que me perdi… Não sei explicar… Apenas sei que não estou bem… Sinto-me fraca… Sinto-me deprimida… Não estou preenchida… enfim…fervilho por dentro…Pois, mas eu sou assim… Que estranha forma de viver…
Decidi relaxar Deitei-me e flutuei numa água quente e húmida, fechei os olhos e deixei a minha mente percorrer toda a minha vida, todas as minhas conquistas, todas as minhas perdas, tudo que dei, tudo que recebi, tudo o que fiz e não fiz...Fecho os olhos deixo a minha mente divagar Ouço um nome ao longe, num sussurro que embala quem ouvir, conheço a voz que o prenuncia, sei o que me faz sentir! É nesta imagem que me revelo, que me determino em indagar a minha existência e denuncio-me…
Perscruto dentro de mim mesma e assisto a uma constância das memorias que trago no peito bem ao longe vejo uma menina pequena e tímida…recordo o seu ar melancólico… a sua preserverança e teimosia, a sua força quase palpável de vida…No seu tom de pele branco transparece uma simplicidade única, um carisma e uma força oculta que ninguém sente, nem mesmo ela, apenas quem a conhece no seu mais profundo. No olhar carrega uma ternura camuflada e secreta que poucos notam, sendo elevada por um sorriso plácido e tímido ainda…Mas mesmo assim e contrariando esta sua tristeza consegue exalar uma personalidade irreverente até um pouco diferente!
É no mar e na lua que ela se refugia tentando lavar toda a rebeldia e o vazio que a possui...Naquelas águas geladas do oceano, mesmo sobre a chuva, ela mergulha entregando-se sem medo, sim, foi esse "Senhor" que ela abraçou e nomeou seu protector e conselheiro...o mar...o mar que sempre a amparou mesmo na hora que ela ia se afogando, ele acariciou-a e devolveu-a ao seu lugar como quem desiste de colher uma flor deixando-a no seu habitat, com o seu perfume e essência...
Que nostalgia!!!O tempo percorre o seu rumo e com ele a tímida menina que pouco e pouco vai se tornando uma robusta mulher…com ela crescem algumas lacunas que tenta ignorar, mas mesmo assim ainda trás consigo a inocência e ingenuidade de outrora, não por muito tempo, por mais algum…
Hoje, aqui, dessa menina apenas ficou o olhar sorridente, as "macaquices" de miúda, o jeito quase que infantil...e talvez o mesmo jeito rude. Essa menina sou eu…ou fui. Hoje mal me reconheço nas sombras desta menina. Escondo-me, por detrás desta pele que me veste, que me aquece e protege...Estou bem...Sinto-me bem. e solto-me, dispo-me de preconceitos e atrevo-me a olhar-me ali deitada e vejo alguém de quem gosto, alguém de alma lavada, com garra, com valor, vejo gente...vejo a verdadeira essência de mim, uma mulher que aprendi a gostar, amada por uns e odiada por outros...nada demais...Sou eu, apenas tu Hoje quero ser acompanhada pelo silêncio...Quero sentir-me em paz! Deitar-me e não pensar em mais nada... e deixar a caneta começar a escrever.












































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