O momento mas forte do amor, é quando sabemos que ele precisa de morrer mas não temos força para mata-lo
Todos os dias morre um amor. Quase nunca nos percebemos disso mas e verdade,todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas venesualanas , com direito a discuçoes loiças partidas, estalos e lagrimas, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos.
Morre numa cama ou em frente à televisão num domingo ( ou no meu caso morre a frente de um ecrã de computador. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios.
Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição. ( sinto o amor morrer na minha pele todos os dias um bocadinho mais)
Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria que na prática, este jamos relutantes em admitir isso. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso ( no meus caso pensei que tinha encontrado um princepe mas pronto posso não ter encontrado um sapo mas acho que encontrei um calhau). E assim por mais que não queiramos aprender, a vida ensina nos semprealguma coisa. E a lição é esta : os amores morrem.
Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, o punhal da indiferença ( no meu caso), a forca do escárnio, a metralhadora da traição. o silêncio insuportável depois de uma discussão: e como em todo crime e sempre deixado um rasto de evidências.
Todos nós fomos assassinos um dia. Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos. ( dava tudo para ter uma arma agora)
Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão ( acho que o meu calhau pensa assim). Estes não querem ser sacrificados e, à semelhança dos zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos e definharão até se tornarem laranjas chupadas. (e olha que eu gosto bem de laranjas)
Existem, por fim, os AMORES-FÊNIX. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, dos preconceitos da sociedade, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da mesa-redonda no final de domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro, das toalhas molhadas sobre a cama e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram: teimosos, belos, cegos e intensos. Mas estes são raríssimos e há quem duvide de sua existência. ( devo ser uma dessas pessoas)
Depois ha os meus favoritos amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. E é esse amor que eu quero viver... mas infeliz mente saiu me um calhau na rifa e como tal vou ter de recorrer as armas de fogo ... ha pois é.











































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1 comments:
olá!!! vim conhecer o blog! adorei!!! sabe... o meu amor eh um amor-fênix...e eu nem sabia disso!!! Soube hj quando li seu post! heheheh!
e conheço um amor unicórnio...o deu meus avós (por parte de mãe...maternos).
Amei seu blog! quero volatr sempre...posso te linkar?
Aceite meu award! Pelo jeito de escrever, vi que eh de portugal! Eu sou brasileira! srrs
beijos tríplices!
p.s.: Estou postando sobre hinduísmo em meu log. acho que eh uma boa forma de buscar o equilibrio e auto conhecimento... passa por lá pra dar uma lida!
bye
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