Perdida dentro de mim
Em certo ponto do dia eu sei que acordei. Como e com que humor, eu não me recordo. Acho que a dor de cabeça por ter dormindo alem do normal teve esse efeito colateral em mim. Ao invés de pular da cama e tomar banho, eu provavelmente fiquei a revirar me no meio dos lençois a pensar que alguem (qualquer pessoa menos eu deveria ir trabalhar)
Mas la Percebi que era eu mesma que teria que trabalhar , pois neste momento ninguem o faz por mim, então resolvi sair do paraíso em forma de colchão e cobertor para o mundo real, e la arrastei-me tal e qual uma lesma ate a casa de banho para uma ducha rapida.
A Matrix estava gélida e nada hospitaleira...mas sentir a agua a correr pelo meu corpo a baixo e bem relaxante e deu para despertar. Pensei seriamente em voltar para "O Mundo Real", como diria o meu amigo Morpheus.
O sentir a agua a cair faz me desligar deste mundo.... Às vezes sinto não sei bem o quê! Sinto que não sou eu, que outra força se infiltrou em mim e se apoderou da minha mente e me mantém refém de mim própria...
Uma mistura de revolta, desalento, de cansaço...
Sinto que estou a mais, não quero que gostem de mim, não mereço; perco-me em pensamentos e gosto de me perder, não são pensamentos mágicos, não são pensamentos de sonho, são pensamentos estranhos, tal como o "meu" mundo estranho, meu universo paralelo, secreto, privativo, solitário.
Quero perder-me, quero acabar… perco a paciência, perco a vontade, perco a tolerância, perco o amor, perco vidas tantas … quero fugir, ir embora, enterrar-me nos confins da terra ou afundar-me nas profundezas do mar…
E choro, sem sequer saber porquê! Choro porque choro, choro por dentro, toda a minha alma pranteia pelo meu Eu perdido... perdido, agora, para sempre.
Procuro refugio na criança que fui, que ainda vive escondida resguardada dentro de mim, preciso daquele abraço, daquele sorriso, daquela ternura…
Um dia perco-me de vez … esquecida, ignorada, perdida...
Vesti-me e tentei ignorar a dor de cabeça que teimava em cutucar a minha testa. e la parti eu para a rotina da minha vida diaria.
Agora aqui eu percebo que sinto falta de mim mesma. Coisa estranha de se sentir, eu sei. Só estou a tentar ser honesta . Dizer a verdade é simples. O difícil é fazer alguma coisa a respeito. Somos responsáveis pelo que fazemos, pelo que não fazemos e por tudo aquilo que impedimos que seja feito. Olho a minha volta, eu sei que a minha vida está estagnada. Tal qual um sobrevivente à deriva, eu espero por algum sinal no horizonte. Talvez uma embarcação qualquer que ao surgir me resgatará e me conduzirá para a direção certa. Apesar da visão poética, eu compreendo que ela não é totalmente realística. E Jogar o nosso futuro em mãos alheias não é, definitivamente, algo coerente de se fazer. E eu sou, por definição, uma pessoa coerente.
Seja como for, o meu tempo está a esgotar-se. Sinto-me como uma folha... o meu tom verde começa a desvanecer, dentro de em breve começam a aparecer os primeiro tons amarelos... estou a entrar no verão da minha vida. A vida deixa-me muda e inerte, sem saber muitas vezes o vento em que devo deixar as minhas folhas voar ... procuro um sentido, um rumo que insiste
O ano novo chegará de maneira inevitável, eu sei. Com todo tipo de expectativas possíveis, ele se aproxima. E cabe a mim, e a ninguém mais, atirar me no mar imprevisível e começar a nadar na direcção correta. Atrás de um porto seguro... Atrás da miragem que eu não ouso visualizar para mim mesma. Enfim, atrás de mim mesma, aonde quer que eu esteja....
By moony ( eu andreia rodrigues)











































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