Optimus Alive 2009

Devo dizer-vos que foi estrondoso!O festival decorre durante 3 dias, eu fui os dias todos! Grandes dias. Dinheiro bem gasto…. Ver bons concertos e com estadia no parque de campismo de Monsanto, do melhor. Compensou em tudo
Concertos marcantes:
MASTODON Concerto excelente, mas demasiado curto, uns meros 40 minutos. Uma asneira das grandes pôr os Mastodon a tocar às seis da tarde… na QUARTA, repito, QUARTA vez que a banda se desloca ao nosso país e ainda não tem o respeito que merece.
Machine Head - Muito bom concerto, como aliás já é costume, e uma novidade inesperada. A mãe do guitarrista da banda, Phil Demmel, é portuguesa de gema e subiu ao palco para ser apresentada pelo vocalista, Robb Flynn e ovacionada pelo público. Orgulho no filho não há-de faltar, decerto, na directa proporção dos decibéis de serralharia Metálica por ele tocada. Ponto negativo: As escusadas incitações aos círculos de moshpit por parte de Flynn. Os concertos de Machine Head são, a avaliar pelos três que já vi, sempre enérgicos e violentos até demais. Decidimos ficar cá a trás lolol Não há necessidade de andar constantemente a apelar à selvajaria só porque sim. É estúpido e infantil e, francamente, já não temos idade para isto, amiguinhos!
Slipknot - Novas roupas, (quase) as mesmas máscaras. Sentida a ausência do terceiro percussionista da banda, Chris Fehn, que teve de voltar à última hora a Des Moines para o funeral de um familiar. A banda colocou no lugar do músico uma coroa de flores no chão e dedicou-lhe "Dead Memories". A voz soava, por vezes, abafada, face a uma secção rítmica avassaladora, apesar da ausência de Fehn, mas isso não mancha a actuação irrepreensível dos 8 mascarados do Iowa. A bateria principal deu a volta completa (para quem já viu Slipknot ao vivo ou mesmo em DVD sabe do que estou a falar) e a secundária ia levantando do solo e rodando à mercê da vontade dos músicos. Excelente trabalho, o dos técnicos de palco, o de fazer com que tudo isto resulte na perfeição num festival, onde o tempo para tecnicismos há-de ser mínimo. O também já aguardado pedido de Corey Taylor para que todo o público se baixasse e saltasse quando ele assim o ordenasse foi seguido à risca e o efeito foi, como se pode imaginar, fenomenal.
Confesso que já estava tão dorida que custou me um pouco a baixar. A idade já não perdoa lol.
Metálica - Pelo terceiro ano consecutivo em Portugal, pela primeira vez na minha contagem pessoal, eis os reis incontestados do metal das últimas duas décadas. Eles podem cá vir todos os anos e até repetir alinhamentos (não foi o caso, mas poderia ser) porque festival onde há Metálica tem casa cheia garantida e ultrapassa sempre, de longe, qualquer alinhamento de qualquer dia de qualquer outro festival e a verdade é essa. Os Metálica sabem muito bem que são os "oldies" que levam o povo aos concertos, ao que não será alheio o facto de só terem sido tocados três temas do novo álbum, o que, tratando-se da digressão de apresentação do mesmo não seria o expectável e o já habitual espectáculo de fogo-de-artifício e focos de fogo a funcionar na perfeição.Foi me impossível conseguir chegar à frente do palco e sair de lá viva. Depois de 2 queimaduras de cigarros (so alguém muito deficiente se põe a fumar no meio de uma multidão) desisti e voltei para trás. Era mais fácil ir ao Afeganistão e voltar. MAs a Noite do 1º dia acabou em grande·.
Blasted Mechanism: Fui vê-los de pé atrás porque não conheço muito da banda -Ainda hesitei entre vê-los ou ir ao palco secundário ver os Does it Offend you, yeah?, mas o Hélder lá me convenceu e lá deixei os tugas levarem a melhor.O saldo do concerto foi positivo, os Blasted têm pernas para andar e as máscaras novas estão bem giras, como aliás já vem sendo hábito.
Chegada a hora de actuarem os Placebo e, veio a deixa que chegou a minha hora de me pirar e ver o que se passava nos outros palcos e no recinto, por isso não tenho muito a falar dos Placebo, excepto que os detesto lol. Foi a segunda vez que fugi dos Placebo a sete pés (a primeira tinha sido no Super Bock Super Rock de 2006, na noite em que tocavam os Tool). Não fui a única a fazê-lo, pois a tenda que acolhia o Palco Super Bock estava a abarrotar, o que significa que muito boa gente terá tido o mesmo pensamento que eu e mandado os Placebo à fava.
The Prodigy: Bem sei que os ingleses estão cá batidos praticamente todos os anos, mas o interesse em revê-los era muito. Foi um excelente concerto, sobretudo nas visitas ao passado, como seria de esperar. Seja como for, Keith Flynt, Maxim Reality e Liam Howlett sabem muito bem o que o público quer e fazem-no de forma extremamente competente, proporcionando concertos com uma energia e comunhão com o público apreciáveis (tal como os Slipknot já tinham feito no dia anterior, os Prodigy mandaram-nos baixar a todos e saltar ao mesmo tempo durante "Smack my bitch up"). Houve "mosh", claro, mas isso nem era preciso dizer.. Fiquei mesmo junto ao gradeamento, graças a ajuda dos meus dois amigos que de tudo fizeram para me proteger dos moshes lol. Contudo consegui regressar ao acampamento com algumas queimaduras de cigarro nos braços. Um lábio inchado e possivelmente irei necessitar num futuro próximo de um transplante de rins, devido ao rotativo que levei nas costas de alguém que pensava que devia conseguir voar. Mas não senti nada. Eu queria era saltar. Lol
Finalmente chegamos ao terceiro e último dia do festival, coincidentemente o dia mais fraco em termos de cartaz, ou, como disse aos amigos com quem estava, o dia em que estava ali para encher chouriço.
Ainda tentei ouvir o Chris Cornell, mas nem cheguei ao fim da 2 música. O homem já não é o que era. Ainda tentei gritar Deixa-te lá de tretas e toca mas é o que interessa. Mas achamos que não valia a pena.
O dia foi passado a passear de barraquinha em barraquinha e a participar em cada evento disponível, quer fosse para ganhar uma t-shirt ou uma guitarra insuflável.
Ate á chegada dos Black Eyed Peas, em que só assisti aos primeiros 20m uma vez que o Helder queria por tudo ver as pernas da Fergui. Tarado do moço não parava de se babar lolol.
Á parte de todo o clima de concerto, de toda aquela atmosfera festivaleira há também a vertente das "relações humanas", ou seja, existe um convívio sensacional.
É sem dúvida uma experiencia única pela qual todos devemos passar. É realmente muito agradável todo aquele convívio e partilha (charro lol).
Saldo final: muito positivo, apesar dos tropeções, resta nos desejar que para o ano seja ainda melhor.











































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