Meu futuro incerto

Vivo uma vida sem saber por que a vivo ou como a vivo . Mas vivo – lá é o que mais quero, Às vezes pergunto me se, a vida é simples ou sou eu que a complico? Não sei ainda a resposta por que talvez não tenha uma!
As vezes olho para trás mas vejo que não compensa, porque não quero perder o que conquistei hoje.
E depois dou me conta que não conquistei nada. A minha vida não tem futuro. Não o vejo num horizonte longínquo
Conquistei um grande amor...até quando? Não sei, vou vivendo conforme ele me alimenta. Projectar algo pode não dar certo, mas o que eu vivo hoje tento fazê-lo dar certo, para moldar o futuro. Mas esse futuro… não vejo promessas dele. Não vejo ambição naquele que tanto quero em abraçar esse futuro comigo.
Tenta moldar me a sua imagem, as sua vontade, e esquece-se que tenho as minhas. Claro que não vou deixar as minhas convicções de lado por ninguém. Até porque são minhas somente e cada um tem as suas. Quando soubermos respeitar isso amaremos mais. Saberemos a importância de cada pessoa interagindo o tempo todo connosco. Se não fossem as várias pessoas diferentes que passaram pela minha vida ao longo desta ainda tão curta existência, nunca iria ter as experiências de vida.
Sinto me uma sombra do que fui. Onde esta a minha ambição a minha garra. Quando foi que a deixei ir pela janela. Ultimamente dou por mim a tentar visualizar o meu futuro próximo.
Imagino me a acordar cedo, a vestir a roupa de sempre... pouco rasgada, rude, sem sonhos, sem futuro, sem tempo, sem nada.
Olho me ao espelho em busca de um sinal... do que não vejo, nem creio... nem sinto...Mesmo assim levanto-me e arrasto-me como um verme que insistem em matar, para a rua da vida, onde cada dia que passa teima em passar em vão... este e mais outros oito mil e tantos que já se passaram sem sentido, iguais... sempre iguais...
Imagino-me a sair de casa e passar pelos mesmos rostos apresados e sem vida, que se arrastam para um futuro incerto tal como eu. Eu que anseio por contradizer a vontade do mundo e dizer "estou aqui" mesmo que isso não importe a ninguém, Mas importa a mim mesma… ou talvez não.
Imagino-me entupida de anti-depressivos, daqueles mesmos fortes capazes de arrumar com uma manada de elefantes.
E um dia provavelmente num dos meus possíveis futuros, Abuso na dose e numa questão segundos, fico inconsciente ou... arrumada como sempre...e como sempre não senti nada, nem eu, nem ninguém... e assim me fui sem forças, sem futuro, sem passado... sem destino certo... como sempre...
É uma visão triste esta… mas sei que na minha mente que passa por uma fase temporária de “maníaco-depressiva” passam pensamentos piores.
Muitos são os dias em viajo de casa para o trabalho, percorrendo sempre as mesmas linhas do metro, imagino-me parada em frente a linha amarela …. E um dia ao escutar o comboio que vem ao longe e sem pensar em mais nada dou um passo em frente. Levando comigo no peito esta sede de querer tudo esquecer.
Sinto me vazia… oca … como se tivesse envelhecido 100 anos no espaço de um ano. É o frio das minhas emoções que me trás à lembrança o passado do que fui, e tudo isto acontece, tendo como pano de fundo um presente instável e um futuro incerto.
O meu futuro incerto….











































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