Desvaneio De Setembro

Precisava escrever aqui. Talvez só aqui alguém pode ler o que escrevo e realmente entender o que eu sinto, ou não. Preciso de desabafar de qualquer forma...Libertar estas energias negativas que trago dentro de mim Estou completamente confusa, desesperada, indecisa... que tal sentimento é esse que me faz chorar e me sentir um vazio dentro de mim? Anseio por estes momentos de Outono. Definitivamente a minha estação do ano favorita. Adoro chegar a casa e prepara um chá de ervas bem quentinho. Encosto-me à janela, enquanto contemplo a chuva e a mudança de cor das árvores. O meu olhar esta ausente...esta longe de tudo. Passa por alem das copas das árvores busca o mar. O Outono torna as pessoas tristes. Pessoas que vivem o dia a dia das suas vidas como se fossem robots numa linha de montagem. Levantam-se preparam-se para ir para o trabalho em quanto bebem um café apressado. As horas passam as folhas caem e as pessoas regressam a casa, jantam vem TV e deitam-se e no dia seguinte o ciclo repete-se. São pessoas de rostos serrados e tristes...vivem cada vez mais na solidão delas mesmas. Eu...sito me diferente. Parece que renasço ao cair de cada folha. Olho para mim mesmo e não entendo. O mundo antes tão feliz toma outra forma. Era uma ilusão? Agora começo a ver a realidade. Tento ser feliz como era antes, pôr mais que eu tente não consigo. Desilusões incertezas solidão... no que me tornei? Não sei mais o que sou nesses anos, Julgam-me como criança e adulto ao mesmo tempo. Ninguém parece me entender. As vezes penso que seria melhor desistir da vida. Olho para os outros a minha volta que considero amigos, eles parecem tão felizes. Porque eu não posso ser também? O mundo é injusto. As minhas lágrimas corroem meu rosto como se fossem de acido, a dor é suportável e deixa me cicatrizes, tento evitar olhar para elas usando uma mascara, mas cada vez que olho para a mascara que construí olhando para mim mesma, quando era feliz vejo que não sou eu, as lágrimas voltam aos meus olhos, recomeça o circulo de dor. Esse circulo só será quebrado quando eu achar as respostas. Respostas de perguntas que ainda não sei. Lutar contra a razão só ira trazer de volta a dor da qual tento fugir. Deixo-me ludibriar pelas brumas, pelas divagações. Alegra-me que a penumbra se prolongue, assim, entrego-me indefesa aos subterrâneos da imaginação e acato o mergulho vertical, como fonte de renovação. Neste recolhimento, a música me embala. Guardo-me no meu quarto. Sou em mim. Amo esta quietude, depois de um dia barulhento, exposta a tantas agressões. Perco-me no som da chuva que se torna intenso agora. Encostada a janela, estou presa à intimidade de mim para mim. Ausculto-me, falo-me sobre o meu dia, coisas de rotina. O momento é só meu, dos meus murmúrios e da minha alma repleta de segredos. Escrevo no vidro embaciado da janela...nomes dos quais nunca esquecerei A chuva lava-me a alma...leva as minhas melancolias para bem longe. E este pedaço de tarde ganha um novo encanto, confere-me um prazer intangível. Entrego-me ao aconchego e apetece-me escrever. Sim, escrever até sobre este céu que chora águas encantadas. Sinto o cheiro de tempestade…as nuvens negras ao longe mostram que o tempo vai mudar. O meu corpo nunca me engana. Vem ai tempestade e com ela vem a minha tempestade interior. Acabo de beber o meu chá e fico a espera….
Agora só um aparte... O meu blog é Top 40 no concurso Dark Memories. Agradeço a avaliadora. Já me considero uma vencedora por o meu cantinho Ter chegado tão longe.












































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