Ele esta de volta

Ta aí, o aguardado dia 22 de Maio de 2008 que não só pode como deve entrar para a história do cinema. Pois ao fim de quase 20 anos depois ele retorna às telas do jeito que eu sempre desejei voltar a ver. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é o quarto filme do arqueólogo-professor mais famoso do mundo e so vem provar que "avozinho" é o raio que o parta :).
Quando foi anunciado que um quarto filme de Indiana Jones seria feito com a presença de George Lucas na produção, e que iram aparecer algumas personagens do primeiro filme e um Harrison Ford 20 anos mais velho, as opiniões dividiram-se. Algumas opiniões, tais como a minha, deliravam com a possibilidade de ver Dr. Jones novamente no cinema, já outros duvidaram e questionaram os novos elementos que seriam mostrados no filme.
Mas quando o primeiro trailer deu as caras com o tema de John Willians tocando e Henry Jones Junior (Indiana para os amigos lol) se abaixa para apanhar o seu chapéu, nada mais interessava já que INDIANA JONES ESTAVA DE VOLTA como conhecemos como tudo o que tornou a trilogia memorável.
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é uma aventura à altura do nosso querido Dr. Jones. Não é a melhor aventura do arqueólogo mais amado da sétima arte, mas sim um belo trabalho, e demonstração de vigor, de mais uma personagem eternizado por Harrison Ford. Demorou mas saiu ?! Ouço a bastante tempo que Spielberg, Lucas e Ford, querem outro Indiana Jones, e ai está. Depois de muitas brigas e discussões sobre qual caminho seguir, os três chegaram a um consenso, já era hora.
Está tudo no lugar que deve estar. A abertura que brinca com o logo da Paramount (vale citar que é o logo antigo, o mesmo que aparece nos outros filmes da série), as inacreditáveis fugas do Dr. Jones e quem mais estiver com ele, o charme incomparável do pedigree Spielberg, o chapéu, o chicote e claro, a trilha sonora pela batuta do mestre John Williams. Nessa aventura, Indiana Jones se mete com um bando de russos lá por 1957. Os vilões estão atrás de um artefato arqueológico cujo Indiana ajudou a escavar e que se encontra guaradado na area 51 (acho que isto ja diz muito). E tudo tem relação com ET`S, perseguições em plena floresta amazônica e muita, muita aventura.
Para início de conversa, o filme é cheio de referências, não só aos próprios filmes da série Indiana Jones, mas também ao universo mítico que Lucas e Spielberg deram forma juntos, estão ai, a Arca do primeiro filme Salteadores da Arca Perdida, referências a, claro, todos os outros filmes da série e de personagens que não voltaram (Sean Connery e Dernholm Elliot, o primeiro porque não quis, o segundo porque nos deixou em 92), O cafe ao estilo de Regresso ao futuro (produzido por Spielberg), Indy a derrubar um índio usando a mesma técnica que o jovem Sherlock Holmes usou para derrubar um vilão em Enigma da Pirâmide (produzido por Spielberg) ilariante aquela assopradela, entre muitas outras brincadeiras.
A quarta aventura de Indiana Jones começa bem, com acção vertiginosa antes de dar dez minutos no relógio, é impagável ver Jones a fugir de uma explosão nuclear dentro de um figorifico, sensacional, hilariante e subretudo absurdo lol
Vale falar também do script, que apesar de nao ser um dos melhores, com certas falhas que podem ser perdoadas, como o esquecimento de que a tal Caveira de Cristal do título ter um poder magnético muito maior que muitos ímãs por ai e claro as tochas que estão em todos os lugares onde os personagens passam (afinal se elas não estivessem lá, como é que eles iam ver?!)
A comédia, outro importante aspecto dos filmes Indiana Jones está mais presente do que nunca, na impagável cena da cobra ou então naquela onde Jones descobre que é pai de Mutt (Shia LaBeouf), na verdade essas cenas são bem próximas, mas já vale o ingresso.
Falando em LaBeouf, ele trás um ar fresco à série,com o seu ar de James Dean, uma das personagens que gerou mais polêmica e crítica, contudo posso dizer que o desempenho foi brilhante e encaixou-se perfeitamente na história, dando um fôlego novo aos “avozinhos”. O puto la mostrou que sabe o que faz e merece até certo destaque quando encarna o espírito de Tarzan. Não que ele vai herdar o chapéu de Indiana nos próximos filmes (de acordo com Lucas, virão próximos), mas a verdade é que ha uma certa brincadeira no fim do filme.
Nesse filme estão também John Hurt, no papel de um arqueólogo meio doido , Ray Winstone, a voz de Beowulf, como amigo traidor de indiana Jones e a eterna Marion Ravenwood, o verdadeiro amor de indy.
Do outro lado, os russos são basicamente a mesma coisa que os nazistas eram nos outros filmes, vilões frios com um único propósito, tentar parar Jones e a sua equipa. Eles são liderados por Cate Blanchett, encarnando uma vilã que é um misto de Elsa (vilã de A Última Cruzada) e Belloq (vilão de Caçadores da Arca Perdida). E só, ela não chega a representar uma verdadeira ameaça a Jones. Se bem que vilão algum fez isso com o herói, nem Hitler o conseguiu.
A trilha sonora, regida por John Williams está lá, tão presente quanto o chapéu e o chicote.
Ainda que a crítica não seja muito favorável ao filme graças ao seu enredo principal – o qual foi o motivo de discórdia entre Steven Spielberg, Harrison Ford e George Lucas, não há como negar que É Indiana Jones. Mesmo que o “tesouro” da vez não seja uma Arca da Aliança ou as Pedras Sankara ou ainda o Cálice Sagrado ele está de volta, 20 anos mais velho, mas com um espírito e uma vontade que deixa muito marmanjos no chinelo. Portanto meus amigos deixem as críticas e as dúvidas de lado e corram para o cinema afinal É INDIANA JONES! =D. Uma volta aos bons tempos onde víamos filmes de qualidade, não blockbusters despropositais mas sim um filme com vigor, assim como o intrépido Dr. Henry Jones. Que venham Indiana Jones 5, 6, 7...












































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