NÃO CONSIGO
Sem saber se me queres
Sem saber o que vês
Pisa os meus versos,
Nenhum deles te merece.
Nega esta rima impuraQue responde de ouvido.
Sei que o coração é mais forte que a razão
Denuncia estas sílabas contadas,
Vestígios digitais do evadido
Que deixa atrás de si as impressões marcadas.
E que apenas me dizem que não o posso ignorar.
Este momento… por nos partilhado
Peço ao vento para não vir.
Peço ao fogo para queimar
Peço ao mar para matar…
Esta minha sede de ti
O teu gosto na minha bocamel que sacia meus desejos
na hora derradeirado medo de te perderno meio dos lençóis.
O teu cheiro impregnado no meu corpo
perfume raro que nem o marleva de mim...
O gosto da tua pele
sal impregnado em meus lábios
que me mata de sede
à beira da fonte dos teus prazeres.
Quanto pode caber neste momento …
Quanto pode caber de mistério um cantinho de olho
que contempla o horizonte num olhar sem rumo,
Que busca no céu a explicação para o tudo que não se vive
que quer viver, mas não se vive, pela escolha incerta...
Quanto pode caber de sorriso, num cantinho de lábios,
Que espera um beijo apaixonado, translúcido, inteiro!
Que quer fazer do eterno, um único momento de amor!
Quanto pode caber de paixão, um cantinho de coração,
que repleto do desejo insano nos faz perder no tempo.
Quanto pode morrer e renascer este amor louco, insano!
Que renuncia a tudo e a todos e se contorce dentro do templo,
Que como um plasma percorre todos os cantos do corpo,
que acomoda-se no nada e manifesta-se no tudo,
na alma no poema!
Quem pode negar nem que seja por um momento este tal sentimento.
Que anuncia que quer ser feliz eternamente!
Eu não….
nem mesmo por um só instante.
By myself (moony)











































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