Insanidade Ja não tem cura

Existem duas maneiras de ver a vida e muitas de se ver uma pessoa... podes ser uma vítima.podes ser um sobrevivente.podes também ser uma pessoa que passa pela vida sem que ela te deixe marcas. Mas eu não creio que dessas pessoas se possa dizer que tenham vivido... Eu não tenho vergonha de ser quem eu sou e ter passado por tudo o que passei... eu só odeio que me vejam como uma vítima de algo. recuso-me a ter uma postura idiotamente passiva diante da vida e jogar a responsabilidade dos meus actos nas mãos de deuses distantes e inatingíveis... é muito fácil.
Podes me ver como a Rapariga que se apaixonou cedo de mais, a rapariga que perdeu um grande amigo, a rapariga que entrou nas estatísticas silenciosas contra as mulheres nesta merda de país... podes me ver como a rapariga que ganha pouco mas gosta do que faz...podes me ver como a amiga meio maluquinha que adora falar parvoeiras no teu ouvido... A mulher que canta no meio da rua sob a luz da lua quando está apaixonada... A bruxa, a irmã ou a mulher que um dia beijou os teus lábios e te acariciou suavemente os cabelos, olhando apaixonada nos teus olhos... Para alguns eu sou somente a eu para outros eu sou a filha de alguem... Outros ainda acham que eu sou só mais uma deprimida neurótica no mundo... Eu só quero que tu entendas uma coisa nesta vida: eu sou TODAS essas e muito mais!
Citando Sandman, cada ser humano passa pela vida sem perceber que carrega um universo dentro de sua mente... Eu não tenho a menor intenção de ser menos ou mais do que eu sou: eu quero ser tão, apenas e somente EU MESMA. Todos dizem-me que amam-me, odeiam-me ou entao não ligam-me nenhuma...
Acordei com vinte e poucos anos. completamente sóbria, tentando me encaixar neste mundo de batalhas, procurando não-sei-onde a minha felicidade. e eu não sei porque ainda não consegui encontrá-la. "crise de um quarto de vida". não sei se quero crescer, mas não tenho opções. é preciso pensar sempre no futuro, mas como pode uma pessoa tão confusa, completamente sem identidade, como eu, ter um futuro? eu quero morar no meu passado, como algumas pessoas fazem. ter pra sempre dezasete anos de idade, ir para a escola sem me preocupar com o emprego, salário, currículo e mercado. não me preocupar com amor, família. estar o tempo inteiro a sentir me realmente protegida. poder passar as tardes sem nada para fazer e não me sentir um merda por não ter feito nada durante esse tempo. não ter responsabilidades, ou prazos para cumprir. heh, eu, que prezo tanto a mudança e os seus benefícios, estou com medo de mudar. de crescer. não posso voltar, nem parar. eu queria divertir me um pouco mais, sabem? aproveitar um pouco mais esta juventude e fazer coisas malucas, sair com os amigos, tatuar no meu corpo o meu desejo por liberdade, para mais tarde poder olhar e me lembrar dos bons momentos que eu vivi. poder me lembrar que eu vivi. e vivi do jeito que eu quis. essa confusão toda na minha cabeça é o mais me lixa. eu não consigo atribuir prioridades a nada, não tenho objectivos, fui consumida pela nostalgia de todos os momentos anteriores. e eu sei que isso não vai me levar a lugar nenhum, mas eu insisto em reviver meu "eu adolescente" toda vez. ser irresponsável. falar porcarias. ficar bebeda. rir até a barriga me doer e o maxilar se deslocar.
E a merda toda é que a minha vida esta estagnada e não existe ninguem a quem por a culpa excepto a mim mesma












































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1 comments:
Tu deves mas é ser um grande anormal... e um cobardolas tambem para vires para o espaço dos outros armado em filho da puta anonimo. Vai mas é matar-te que nao fazes falta a ninguem oh cabrão
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