Incertezas
Incertezas desta minha vida. O que quero de mim que me faz procurar o que não vejo? Desejar o que talvez não exista! Terei enlouquecido? Embalo-me na mais bela e doce das loucuras, e deixo-me desprotegida! Exposta a sentimentos que tento esconder e ignorar. Tomou-me sem aviso, este feitiço inocente, e eu deixo-me levar nos braços do tempo. Quantas lágrimas podem cair sem se verem, nem quantas dores fenecem até não se sentirem… estas lágrimas que a torno tão minhas, Como penitência, ofereço o meu silêncio! Mas não te assustes, não desassossegues, que este te seja como murmúrio de calmaria, prenúncio do vento, descendo pelo vale. Peço-te, por um instante que seja, que entendas que eu também choro, sofro, bato lá bem do fundo e grito em silêncio por ajuda. Estes últimos tempos têm sido marcados por muita tristeza à minha volta. E, por vezes é tão difícil encontrar as palavras certas, o gesto correcto, o olhar que conforta... muitas vezes resta-nos o silêncio. Tem sido assim que encontro a paz - no silêncio, até no silêncio a dois, que tem sido tão importanteO tempo passa, não sentes? É tempo suave este embalado pelos desígnios da vida! Ofuscante, abrasador que me faz recordar doces momentos em que o tempo passava breve, suspenso na força de um abraço. São agora horas calmas, estas, suave início de recordações envolvidas por uma vida. Recosto-me e sinto todas as marcas deixadas…Os meus olhos já não são os mesmo. Visualizo fotos antigas em busca do meu rosto…Encontro uma menina diferente….Já não me reconheço. O rosto e parecido…mas os olhos…esses não são os mesmos.E nestes breves instantes em que o tempo parece abrandar, deixa que os meus olhos se fechem e chorem o que necessitam de chorar por todos estes anos que já são perdidos…Vem me a cabeça uma frase lida “ o lápis escreve a vida que vais viver mas a borracha não apaga o passado que se viveu” ou algo parecido com isto. Olho fotos antigas…reconheço outros rostos perdidos que já não estão mais comigo. Provo as minhas lágrimas, este sabor a sal é sentido….dói me cá dentro. Estou completamente, desesperadamente, irredutivelmente, totalmente, irritadamente sem palavras. Porquê? Porque há momentos em que as palavras não chegam? Alturas há para as quais palavras não bastam. Entristeço-me... e tudo tanto porque nada mais tenho para oferecer. Restam-me as palavras... palavras que não tenho agora. São lágrimas que se juntam sem razão, vagas rasgadas em mar dolente, ondas vertidas em olhar ausente. Hoje, aproximando-se o longínquo momento, voltas a ser, como sempre foste, meu imperecível lamento, fantasma, sombra, sussurro, incessante e perene tormento. Será assim o fim? Não sentes? Não ouves? Este caminhar, estes passos ao lado dos teus, percorrendo dunas de luar, varridas eternamente pelo quente vento? São meus... para sempre meus... São os passos que aprendo a dar.Porque sou triste tão jovem?Essa pergunta às vezes tenho de responder. Não sou uma pessoa deprimida, nem gostaria de ser rotulada de triste, Só porque não tenho os mesmos gostos das pessoas pelas quais sou rodeada, ser assim faz me repensar em valores e leva – me a uma viagem pelo meu interior. Sou assim porque as pessoas me marcam, afeiçoo-me a elas e custa vê-las partir. Sou daquelas pessoas que sofre com a saudade, e a única dor que me angustia …o saber que os rostos que tanto gosto e que tanto quero não os voltarei a ver. Não tanho medo de nada excepto o de perde-las…. Esta angústia varre-me o peito dia após dias…e quando dizem que o tempo faz nos esquecer, no meu caso ainda me marca mais. Custa saber que o meu futuro e incerto e que a dor que sinto o tempo encarregar-se a de a tornar maior. Porque nada dura para sempre… Porque aquilo que levou tanto tempo a criar e insignificante perante os desígnios da vida.Queria um dia só meu…para gritar…para chorar…mas a vida não para…o tempo não para…esta sempre a mudar. Há caminhadas difíceis, os passos dão-se lentamente, o corpo pesado, os olhos postos no chão, o sol não brilha... O tempo de mudança Aproxima-se…Não tanho como o evitar. Pensado bem, não é necessariamente mau. È um tempo em que se aborta tudo o que não queremos e deitámos fora, pela vida...É um tempo diferente.Obriga nos a pensar no que poderemos atingir se modificarmos, delinearmos as formas da nossa atitude. Tanho de mudar a minha atitude pessimista já enjoa.Nada se pode deitar fora, mas sim trabalhado, modificado, sem que perca a sua essência.É este o tempo do agora a mudança que pode ser feita a cada dia, todos os dias... antes que seja tarde. Demasiado tarde.












































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1 comments:
Saudações, companheiro(a) das sombrias noites, passei para conhecer e admirei seu texto.......bloody kissesss
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