Palavras
Palavras que nos tentam seduzir e nos incitam a devorá-las.
Esta noite, quente e iluminada pela fraca luz de uma lua quase invisível, recordo. Recordo palavras que me beijaram e ficaram para sempre gravadas na memória. Palavras que devorei e só então me aconchegaram com ternura. Palavras que me acarinharam nos dias mais frios e cinzentos, algumas pouco duradouras, abandonando os afagos e agindo como pedras, moendo e tentando destruir.
Lá fora, a lua tímida continua a espreitar. Oiço vozes e risos. Ignoro. Continuo a relembrar as palavras, e sinto-me reconfortada. Nada mais importa. Só eu, as palavras, uma folha de papel cada vez menos nua e uma caneta, sendo esta uma ponte entre a alma e a palavra escrita... Por umas horas fui dona e senhora da noite. Peguei na lua, sentei-a no meu colo, tomei-a nos meus braços e brinquei com ela.
Depois peguei na folha de papel …. E desenhei palavras …”Eu sou um mundo, e tu és outro. És um mundo dentro do meu mundo, partilhado por vários mundos espalhados pela esfera a que chamamos planeta Terra. Gosto de ti, de todos os teus continentes e oceanos, de todas as montanhas e vales que fazem parte de ti. Gostava de explorar mais, de conhecer mais profundamente esse mundo de quem tanto gosto! Deixas? Meu coração é teu. Podes vir buscá-lo quando quiseres.
Não te preocupes, ninguém o leva, está guardado para ti. Podes vir tarde, mas vem. Quero, mais uma vez, ver esse teu mundo inteiro nos teus olhos” Pousei a caneta reli as palavras escritas, cheias de memórias. Elas valem mais do que mil palavras! A beleza das coisas não é traduzível em palavras… e assim fiquei, perdida numa folha de papel.
By moony (re-publicado)











































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